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Tecnologia em Logística - FAEC

Blog do Curso de Tecnologia em Logística da FAEC


Sábado, 23.02.13

A LOGÍSTICA EMPRESARIAL E SEUS ATUAIS DESAFIOS

 

Nas épocas mais antigas da história documentada da humanidade, as mercadorias mais necessárias não eram feitas perto dos lugares nos quais eram consumidas, nem estavam disponíveis nas épocas de maior procura. Tantos os alimentos e outras commodities eram espalhados pelas regiões mais distantes, sendo abundantes e acessíveis somente em determinadas ocasiões do ano. Este movimento de mercadorias fez se necessário o desenvolvimento deste transporte, bem como sua armazenagem e todo o sistema envolvido para satisfazer e desenvolver tais mercados consumidores. Os conflitos sempre existiram também nestas épocas, em proporcionalidade menor do que encontramos nos dias de hoje.

Para as Empresas, as atividades logísticas tomaram-se de grande importância, e desde sua origem uma exigência eficaz para gestão do negócio. Muitas empresas, de âmbito nacional ou internacional necessitam muitas vezes de mercados e produções aonde a distância não pode ser um fator limitador. Neste tipo de economia um sistema logístico bem-desenvolvido e barato certamente favorece um intercâmbio de mercadorias com outras áreas produtoras, favorecendo o desenvolvimento local. O grande desafio atual é encontrar soluções criativas para os problemas e solucionar os conflitos dentro das leis, regras e normas estabelecidas pela legislação e pelo mercado.

 

A LOGÍSTICA E SEUS ATUAIS CONFLITOS

 

Atualmente a Logística vem sendo afetada por alterações nos ambientes externos e internos, aonde a busca pela produtividade e pela redução de custos determinam a sobrevivência do negócio. O nível de qualidade de transporte e armazenagem atingiu níveis de excelência e a gestão eficaz dos recursos é pré-requisito para administradores da área, que precisam racionalizar o trabalho de uma maneira criativa com foco no melhor aproveitamento possível dos recursos.

Dentro deste sistema atual, novos custos estão surgindo e encarecendo as operações tanto de transporte quanto da armazenagem. Podemos citar como conflitos atuais, o Roubo de cargas, Leis que controlam a jornada de trabalho dos transportadores, trânsito congestionado, restrições de horário nas principais avenidas, dificuldade de entregas nos CD´s (Centros de Distribuições) são estes exemplos dos novos desafios dos profissionais para manter a estrutura do sistema.

 

a) Roubo de Cargas

O Roubo de cargas no Brasil, que vem avassalando os estados como principalmente o Rio de Janeiro só este ano cresceu 30 % em relação ao mesmo período de 2012. Já em São Paulo o aumento é de 39% comparado a Marco de 2011. Para evitar ainda mais as perdas financeiras, as empresas de transporte estão investindo pesado no gerenciamento de riscos, um mercado que já movimenta algo em torno de R$ 220 milhões ano. O gerenciamento de risco e sua estrutura contribuem para o aumento no custo do frete e conseqüentemente no custo das empresas, que acabam repassando em suas estruturas.

  

b) "Jornada de trabalho controlada" para os transportadores

Outro fator que desde Junho de 2012 vem trazendo problemas para o setor e conseqüentemente custos maiores é a lei 12.619/12 que objetiva disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista que atua no transporte rodoviário de passageiros ou de cargas, seja ele pertencente ao regime CLT ou autônomo. Para controlar o tempo de trabalho dos profissionais, os contratantes esbarram nas dificuldades que derivam da própria característica itinerante da função, uma vez que o motorista trabalha na rua. A única certeza dos atacadistas e distribuidores é a de que esse controle exigirá um aumento de custo para as empresas em relação à frota. Dentro das incertezas desta medida, uma vez que o Brasil não tem estrutura suficiente, resta aos administradores questionarem o sistema e propor melhorias coerentes a realidade atual. Situações como está demonstram a falta de planejamento a médio e longo prazo dentro do Ministério de transportes, resultando e encarecendo nossos produtos e serviços. 

 

c) Trânsito congestionado e soluções encontradas

No mês de Agosto de 2012 foram vendidas mais de 400 mil unidades automotivas, através da redução de alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Isso quer dizer que no cenário atual, a falta de investimento na malha viária transforma nosso trânsito em um verdadeiro caos. A política atual do governo é clara no incentivo ao consumo para regular a economia e suas crises. O que de fato acontece é que os Administradores públicos locais começam a encaixar medidas para minimizar o problema do congestionamento do trânsito e soluções como a restrição de horários para tráfego de caminhões acaba sendo tomada como base para reduzir a lentidão do movimento na malha. Restrição de horário nas principais avenidas acaba reduzindo o tempo dos transportadores e embarcadores para executar suas tarefas, e com isso, aumentam seus custos com a dificuldade de entrega. A falta de planejamento das grandes cidades agrava a situação, devido ao crescimento desordenado e favorecem também ao aumento de custo do setor. A mais recente noticia da área é a nova taxa criada pelo setor, a taxa de restrição de trânsito (TRT) que visa ressarcir os custos adicionais com coletas e entregas em municípios que adotaram severas regras para a circulação de caminhões, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, etc. E não para por aí, novas taxas decorrentes da complexidade estão surgindo como:

  • Taxa de dificuldade de acesso
  • Taxa de paletização ou unitização de cargas
  • Taxa para agendamento de entregas
  • Taxa pela estocagem temporária no terminal de cargas
  • Taxa para veiculo dedicado
  • Taxa para coletas ou entregas emergenciais
  • Taxa para coletas ou entregas em horários alternativos
  • Taxa para devolução / digitalização dos canhotos.

Como o mercado é competitivo, esta foi a solução de manter estas despesas fora do frete e cobrá-las através de taxas, evitando assim renegociações de preços entre cliente, embarcadores e transportadores.

Na prática todas elas correspondem a uma resposta ao aumento de custos, em função ao aumento da complexidade operacional, mas também pelos requerimentos de serviços adicionais impostos pelos clientes.

 

 O mercado moderno vem se tornando cada dia mais exigente, situação essa, que obriga inovações por parte das empresas, que precisam se destacar no meio de tantas. A Logística é considerada esse diferencial atualmente, um bom sistema logístico pode resolver grandes problemas e auxiliar na maximização de lucros, mas para isso as Empresas precisam implantar um sistema de acordo com as necessidades. Atualmente o grande desafio da logística é reduzir os desperdícios, desde espaço até produtos parados no estoque sem condições de venda e enfrentar os conflitos do setor com criatividade. As reduções de custos vêm com a eficiência dos processos, e a eficiência dos processos acontece com investimentos. A logística anda lado a lado com inovações, principalmente tecnológicas e para que esse setor atinja o máximo em funcionabilidade é indispensável os investimentos, afinal de contas uma empresa visa o lucro e a redução de gastos e a logística é uma ótima parceira para atingir esse objetivo.

 

(Colaboração Professor Márcio Milleo, orientador curso Tecnologia em Gestão Financeira) 

 

 

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por INESUL às 23:53

Quarta-feira, 20.06.12

ECONOMIA COMPORTAMENTAL

 

Tendemos a comprar mais quando a loja só permite pagar com cartão. E as vendas de um produto crescem com promoções tipo “leve 4 por R$ 2”, sendo que cada unidade custaria mesmo R$ 0,50. Pois é, se fôssemos sempre lógicos, como explicar levantamentos mostrando que a bolsa tende a subir em dias ensolarados e a cair quando o país é eliminado da Copa do Mundo? (Sim, essas pesquisas feitas por professores da Universidade da Califórnia e da Pensilvânia).

 

Caminhos irracionais de consumo como esses são objeto de estudo da economia comportamental. Em vez analisar taxas e índices financeiros, ela usa experimentos de psicólogos para entender como decidimos. “A economia tradicional afirma que as pessoas fazem escolhas depois de analisar as possibilidades racionalmente. Mas estudos mostram que, em alguns casos, tomamos decisões intuitivamente”, diz o psicólogo Thomas Gilovich, um dos principais nomes da pesquisa na área.

Eis aí o dez caminhos irracionais de consumo:

 

1. Conto do “leve 4”

 

  

Supermercados são diplomados na arte de nos fazer comprar mais do que precisamos. Uma série de estudos realizada de 1998 a 2009 nos EUA mostra que um cartaz de “leve 4 por US$ 2” faz com que o mesmo produto venda 32% do que quando anunciado por “US$ 0,50 cada” – o que dá na mesma. “Associar um número de produtos ao preço funciona com consumidores indecisos”, diz o Ph.D. em marketing Brian Wansink, responsável pelos estudos. O fato de a loja estabelecer um limite de compra (“máximo de 10 unidades por cliente”, por exemplo) também turbina vendas, mesmo sem nenhuma promoção. Quando alguém vai às compras sem ter idéia clara da quantidade, acaba sendo fisgado pela sugestão. Mesmo que não leve 10 produtos, o número, inconscientemente, puxa para cima a avaliação de quantas unidades você precisa. “Usamos pistas ao redor inconscientemente para decidir.” Ruim para o bolso e o meio ambiente – cresce a chance da sua compra estragar sem você ter tocado nela.

 

2. Se os outros fazem, você também vai querer

 

 

O que os outros pensam importa mais do que você imagina. A conformidade, nossa tendência em fazer o que outros estão fazendo, já foi identificada em diversas pesquisas. Sem perceber, mudamos nosso comportamento para nos adequar. Se amigos compraram aparelhos de blu-ray, a tendência é que você também compre, mesmo que no fim só use para assistir a DVDs. Em um experimento de 2007, a cidade de San Marcos, na Califórnia, passou a informar na conta de luz se a pessoa estava consumindo mais ou menos eletricidade que os vizinhos. Quando o consumidor era informado que gastou acima da média, passava a reduzir a despesa. O contrário também aconteceu, e as casas com menor consumo ficaram mais perdulárias que antes. Seguindo a mesma lógica, o estado de Minnesota, EUA, testou, em 1993, mandar uma carta para parte dos contribuintes informando que “93% da população não sonega imposto e entregava a declaração em dia”. O grupo que recebeu o recado passou a cumprir mais com as obrigações do imposto, tentando se adequar à maioria. Anúncios de apartamentos que falam em “90% das unidades vendias” ou de produtos que “mais de 2 milhões já experimentaram” são uma tentativa de se aproveitar desse instinto. Outra são as listas de livros mais vendidos. Estudos mostram que só o fato de um produto estar entre os mais procurados atrai mais consumidores.

 

3. Ganhar bônus

 

  

Lembra quando sua mãe dizia “tudo que é difícil tem mais valor”? por mais estranho que pareça, estudos indicam que dinheiro extra é menos valorizado – e pode prejudicar as finanças. A tendência é gastarmos pequenos bônus, abonos salariais, restituições do imposto de renda e até o 13º salário de uma maneira mais irracional que o salário. Um dos primeiros a mostrar isso foi o professor de economia Michael Landsberger, na Universidade de Haifa, em Israel, que analisou os bônus mensais recebidos por cerca de 300 israelenses como reparação aos danos da Segunda Guerra. No estudo, as pessoas que recebiam um adicional pequeno (menos de 7% do salário), na média, faziam um gasto adicional equivalente ao dobro do bônus. Ou seja, torravam tudo o que recebiam e ainda passavam a se desfazer de outras fontes de renda. “A conclusão é que um dólar de salário aumenta minha riqueza mais do que um dólar de bônus”, diz Landsberger. O que acontece, dizem os psicólogos que se dedicam ao assunto, é que fazemos uma contabilidade mental e rotulamos de “dinheiro fácil” a grana que vem inesperadamente. Por fim, tratamos esse extra com menos cuidado. Na prática, R$ 100 ganhos numa raspadinha não parecem ter o mesmo valor que R$ 100 do nosso salário. Embora, racionalmente, isso não faça nenhum sentido, é bom refazer as contas.

 

4. Armadilhas de marketing

 

  

Uma propaganda não força ninguém a fazer algo que não queira, mas a ciência mostra que nossas decisões de compra são bastante influenciadas pelo marketing. A música ambiente, o perfume da loja, e a disposição dos produtos são pensados para fazer com que consumidores gastem mais. Num levantamento, pesquisadores de Harvard, Yale e Princeton tentaram descobrir que mensagem seria mais eficaz para estimular clientes a tomar empréstimos em um banco. Foram 50 mil cartas, com pequenas diferenças – corte de 5 pontos porcentuais na taxa de juros, chance de concorrer a prêmios. O que deu mais resultado? Colocar, no fim de uma carta para um homem, a foto de uma funcionária bonita. “Há anúncios simples que funcionam imperceptivelmente. Muitos nem sabemos como nos fazem aumentar o interesse”, diz o Ph.D. em psicologia Eldar Sharif, auto do estudo e um dos maiores especialistas do mundo em economia comportamental. Se funciona com empréstimos, imagine com cerveja. Entendeu agora por que quase todas usam gostosonas?

 

5. Com cartão você gasta mais

 

 

Ao contrário do que cantam na propaganda, cosa triste não é usar dinheiro, mas o cartão. Manoj Thomas, Ph.D. em marketing da Universidade de Cornell, nos EUA, mostrou isso numa pesquisa sobre o consumo de mil famílias durante 6 meses. O estudo indica que, ao usar dinheiro de plástico, consumidores tendem a gastar mais. Bem mais. Quando pagaram em espécie, a média para cada compra foi de US$ 38. Com cartão de débito, pulou para US$ 60 e com o de crédito, quase dobrou: US$ 68. Detalhe: os itens comprados a mais quase sempre eram doces, balas e junk food. Outros experimentos confirmam o papel de vilão do cartão. Um deles, conduzido pelo MIT, mostrou que, quando só há a opção de pagar com crédito, tende-se a gastar o dobro do que se desse para usar dinheiro. Os cientistas chamam isso de “contabilidade mental”: inconscientemente, atribuímos uma dor menor ao gasto com cartão, o que nos leva a abrir mais a mão. No fim das contas, bala de troco até que não é tão ruim.

 

6. Quando R$ 1 não vale R$ 1

 

  

Você vai a uma loja comprar um abajur por R$ 100 mas descobre que, na filial a 5 quarteirões, o mesmo abajur está em promoção por R$ 65. Você anda até lá?

Desta vez, você está comprando um conjunto de mesas e cadeiras por R$ 1.775 mas descobre que, a 5 blocos dali, é vendido por R$ 1.740. você anda até lá?

“A maioria responde ‘sim’ na situação 1 e ‘não’ na 2. Acontece que a decisão é a mesma: andar 5 quadras para poupar R$ 35”, diz Gary Belsky, especialista em economia comportamental. O exemplo usado em seus seminários mostra outra tendência da mesma ‘contabilidade mental’ do item anterior. Tratamos a mesma soma de dinheiro como se tivesse valor diferente em compras caras. Por mais que alguém considere um absurdo gastar R$ 1 mil em um aparelho de som para o carro, adicionar esse gasto em um carro novo de R$ 35 mil parece menos doloroso. Outro exemplo é o seguro contra danos para computador na hora da compra. Em que outro momento você pensaria na possibilidade de ir atrás desse seguro?

 

7. Mude demais e perca dinheiro

 

 

O investidor que se informa constantemente sobre ações ou fundos e sempre muda seu portfólio em busca dos que dão mais lucro se sai muito melhor do que aquele paradão, certo? Errado. Em um estudo que virou referência, o professor Ph.D. em contabilidade Ilia Dichev, da Emory University (EUA), mostrou que quem pula de galho em galho acaba levando um belo tombo – e olha que ele foi atrás de dados na bolsa desde 1926. Segundo pesquisas, o grupo que mais muda seus investimentos ganha quase metade da média. E o problema só piorou: “A internet aumentou o número de vendas e reduziu os ganhos. Com pouca informação, as pessoas acham que sabem muito e tendem a fazer mais transações. E piores negócios”, diz o Ph.D. em marketing Frank Yates, da Universidade de Michigan. Para se ter idéia de como isso atrapalha, de 1988 a 2008, os fundos de ações dos EUA tiveram lucro médio de 8,4% ao ano. “Mas os investidores desses fundos ganharam apenas 1,9% por que ficaram entrando e saindo de aplicações da moda”, diz Gary Belsky.

 

8. Não mude nada e também perca dinheiro

 

 

Você já viu no item anterior que em time que está ganhando não se mexe. Mas, quando ele está perdendo de lavada, tem que mudar. O investidor-padrão não faz nenhum dos dois. Após analisar aplicações de 10 mil contas ao longo de 7 anos, pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que as pessoas têm a mania de vender rápido demais quando a aposta está dando lucro e demora muito para se desfazer dela quando está dando prejuízo – na esperança de uma volta por cima. As ações vendidas analisadas, no fim das contas, tiveram um desempenho bem melhor que as mantidas. Ou seja, os investidores bobearam. “Odiamos perder, e usamos uma parte diferente do cérebro quando o mercado vai mal”, sintetiza o especialista em mercado Mebane Faber, um dos primeiros a descobrir o fenômeno. Faber se refere à “aversão à perda”, conceito da economia comportamental que diz que o prejuízo virtual é mais fácil de engolir. “Reconhecemos ganhos rapidamente – faz nos sentirmos espertos. Mas relutamos em reconhecer prejuízos, porque isso traz dor”, diz o americano Meir Statman, autor do livro What Investors Really Want (O que os investidores realmente querem, sem edição em português).

 

9. Seja menos preguiçoso para mudar

 

 

Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. Na verdade, temos uma tendência a superestimar um objeto se ele nos pertence e de subestimar se é do outro. Em um estudo, metade dos estudantes da Universidade de Cornell recebeu canecas da faculdade, a outra metade não. Na média, os com-caneca estimavam que ela custava o dobro do valor chutado por quem não recebeu. Anúncios que oferecem um período de testes ou garantia do seu dinheiro de volta nada mais são do que vendedores aproveitando essa tendência, chamada de viés de status quo. Uma vez que você está com o produto, inconscientemente atribui a ele um valor maior, o que torna improvável que vá devolvê-lo. Isso nos leva a comer bola quando recebemos alguns meses grátis de algum serviço. No automático, nossa tendência é não cancelar e nem mudar nada, mesmo que isso signifique perder dinheiro. Se você já entrou num leilão on line, percebeu que costuma se colocar um preço bem abaixo do real. Estimulando mais gente a dar o lance inicial, aumenta a chance de que o lance final seja maior. “Assim, mais pessoas vão sentir que o produto é seu e terão dificuldade de sair da disputa”, diz Thomas Gilovich, um dos maiores especialistas atuais em economia comportamental.

 

10. Quanto mais opções, menos decisão

 

 

Ao se deparar com muitas opções na hora da compra, é comum que o consumidor se canse e deixe pra lá. Ou que pegue o primeiro produto que vê pela frente, para evitar a fadiga. Num dos estudos pioneiros a mostrar isso, psicólogos perguntaram a estudantes de Princeton o que fariam se quisessem um CD player e vissem um aparelho Sony por US$ 99 (uma barganha em 1992, ano da pesquisa). Dois terços disseram que comprariam na hora e 33% que pesquisariam outros modelos. Outro grupo viu dois aparelhos: um Sony e um Aiwa, por US$ 159 (outro bom negócio). Dar opções, em vez de reduzir, aumentou o número de indecisos: 46% decidiram esperar. Quanto mais opções, mais chance de indecisão – e de perder um bom negócio. Os psicólogos chamam isso de paralisia de decisão. “Empresas estão reduzindo o número de marcas, porque gera confusão no consumidor. Ou ele adia ou simplifica demais a escolha”, afirma Fábio Mariano Borges, professor do núcleo de ciências do consumo da ESPM. Deixar de comprar algo que está anunciado por um bom preço ou levar o primeiro que aparece por preguiça pode ser evitado ao se reduzir a quantidade de produtos analisados. Melhor não ficar lendo centenas de resenhas. “Se parar para ver cada um dos detalhes, não vai fazer uma boa decisão”, diz Fischhoff, da Universidade de Carnegie Mellon.

 

 

Fonte: Revista Galileu - Edição nº 245 de Dezembro de 2011

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por INESUL às 19:17

Quinta-feira, 24.05.12

CONTRATADO! COMO FAZER PARA O EMPREGO CORRER ATRÁS DE VOCÊ


Segue abaixo texto extraído da Revista Veja:

Quem é o profissional que toda grande empresa contrataria imediatamente e a qualquer preço, segundo setenta líderes de mercado ouvidos por VEJA.

 

Revista Veja - por Julia Carvalho e Carolina Rangel

 

Se você é engenheiro civil, cursou pós-graduação em finanças e outra em gestão de projetos, atua há pelo menos dez anos no mercado, fala inglês, espanhol e arranha um mandarim, não faz questão de morar em um grande centro, não se im­porta em viajar regularmente, já fez algum tipo de trabalho voluntário na vida e, em algum momento, estudou ou traba­lhou no exterior, parabéns! Para as maiores empresas brasileiras, você é a visão da terra prometida, a última Coca-Cola gelada do deserto, o pro­fissional que todas sonham em contratar. Mais do que isso, você tem tudo para merecer um salário que já começa em cinco dígitos (e vai su­bindo a perder de vista) e não terá de se preocupar em procurar emprego na próxima década - ele virá correndo até você.

 

Para chegar ao perfil do profissional mais cobiçado do mercado, a reportagem de VEJA ouviu diretores e presidentes de setenta compa­nhias líderes nos setores mais pujantes da economia de acordo com a sua participação no PIB. São eles: tecnologia da informação, financeiro, va­rejo, agronegócio, energia, construção, extração mineral e indústria, logística e bens de consumo (alimentação e higiene). As entrevistas, feitas com a orientação de quatro especialistas em carreira, economia e enge­nharia, revelaram dados surpreendentes. Um deles: o profissional mais desejado pelas empresas brasileiras não é mais aquele que domina pro­fundamente a sua área de conhecimento. Ou melhor, não é mais aquele que domina APENAS a sua área de conhecimento. Em todos os nove setores pesquisados, o profissional mais raro e disputado é invariavel­mente um "combo": um agrônomo que entende de biotecnologia, por exemplo, ou um engenheiro naval com especialização em petróleo e MBA em gestão de pessoas. Em todos os casos, o que se busca, basicamente, é um profissional que alie ao conheci­mento técnico a capacidade de gerir um negócio. Para o engenheiro naval, por exemplo, não basta que ele seja perito em fazer cálculos e erguer plataformas de petróleo. É preciso que tenha conhe­cimento e habilidade para lidar com empregados nas diversas fases da pro­dução e eventualmente interagir com a população que será afetada pela cons­trução da plataforma.

 

Das dez graduações mais pedidas pelas empresas dos setores pesquisados, sete são algum tipo de engenharia, o que se explica pelo descompasso en­tre as necessidades do mercado e a produção recente das universida­des. "Nos, últimos vinte anos não houve grandes projetos de engenharia no Brasil", afirma Leandro de Aguiar, presidente da .Andrade Gutierrez Engenharia. Trata-se de um cenário em diferente do atual, com vul­tosos investimentos externos e da parte do governo federal. "Essa es­tagnação no período recente fez com que não formássemos profissionais em número suficiente para suprir a deman­da que temos hoje."

 

Mais do que engenheiros, no entan­to, as empresas desejam que seus me­lhores funcionários saibam lidar com dinheiro e consigam, por exemplo, elaborar projetos com reais chances de sair do papel. Para isso, eles têm de dar asas à criatividade mantendo os olhos no orçamento, nos pre­ços, na concorrência e nos lucros. É por esse motivo que a maior parte dos empregadoes entrevistados por VEJA disse considerar ideal o casa­mento entre duas pós-gradua­ções: em finanças e em gestão de projetos. As qualificações que elas oferecem ainda trazem outro bônus. Servem tanto para ajudar a expandir negócios em pe­ríodos de bonança como para blindá-los em momentos de crise. Nas páginas seguintes, VEJA mostra quais são os profissionais que têm o futuro garanti­do nos setores mais promissores da economia.

 

Agronegócio

O multiplicador de grãos

As oito empresas de agronegócio entrevistadas por VEJA concordaram que o engenheiro agrônomo é hoje o profissional mais solicitado do setor e três delas disseram considerar essencial que ele tenha especialização em biotecnologia. Esse conhecimento é o que possibilitará que a agroíndústrta continue aperfeiçoando seus métodos de produção. Desde a chamada Revolução Verde, iniciada na década de 60, o uso de defensivos, fertilizantes e o melhoramento genético de sementes - além da mecanização - resul­taram num extraordinário salto de produtivi­dade agrícola. No Brasil, o volume de grãos dobrou nos últimos vinte anos. As empresas esperam continuar aumentando esse ritmo de crescimento e, para isso, contam com o desenvolvimento de novas tecnologias. Por causa do crescimento das exportações do agronegócío brasileiro - elas atingiram 89 bilhões de dólares em 2011, 25% a mais do que em 2010 -, um candidato com MBA na área de administração, com ênfase em mercado internacional, seria mais do que bem-vindo, disseram três diretores. Outro item obrigatório no perfil do candida­to ideal é a disponibilidade para morar longe dos grandes centros, onde a produção realmente acontece.

Empresas entrevistadas: Louis Oreyfus Commodities, Cargill, Monsanto, Suzano Papel e Celulose, Raízen, Syngenta, SLC Agrícola e FMC.

 

Alimentação e higiene

O criador de beleza

No setor de produtos farmacêuticos e de beleza, a estrela da vez é o engenheiro químico ou farmacêutico que trabalha na criação de produtos da área de dermocosméticos.

O mercado brasileiro de higiene e cosméticos é um dos que mais crescem no mundo. O problema é que as necessidades do setor são tão específicas que as próprias companhias tiveram de desenvolver cursos para atender às suas necessidades, como a Johnson & Johnson, por exemplo. Em média, um engenheiro químico especializado ganha 20.000 reais por mês. Já nas empresas voltadas para a alimentação, outra área que se expandiu com o aumento da renda, a busca é por profissionais formados em ciência da computação. Sua missão é criar sistemas de gerenciamento de filiais e de funcionaménto das fábricas. Terão emprego assegurado os que apresentarem pós-graduação em gestão de projetos - para coordenar a integração dos sistemas de informática - e habilidade para operar ferramentas como a SAP, nome dado à tecnologia líder que cria, por exemplo, sistemas de controle de estoque.

Empresas entrevistadas: Johnson & Johnson, Unilever, Grupo Boticário, Nestlé, PepsiCo, Procter & Gamble e Natura.

 

Construção

O engenheiro que gerencia 

A formação pode variar em decorrência da área de atuação da empresa, mas o profissional mais almejado pelas empreiteiras hoje é o gerente de contrato, a quem cabe coordenar 
todas as etapas de uma obra. Por ele, as empresas estão dispostas a pagar até 30.000 reais por mês. Seis das nove companhias entrevistadas disseram confiar o cargo a engenheiros civis, duas citaram os engenheiros mecânicos e outra optou pelo engenheiro naval. Cinco anos de experiência no ramo e mais uma especialização técnica - em rodovias, estruturas ou, como pedem três dos executivos entrevistados, petróleo ­completariam o perfil do profissional dos sonhos das construtoras.

Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, acrescentou mais um item ao pacote: um MBA em gestão de pessoas. "Em muitas cidades pequenas em que fazemos grandes obras, o nosso gerente de contrato precisa saber mais do que administrar os funcionários sob o seu comando: precisa ser capaz de construir uma boa relação com a população local", diz ele.

Empresas entrevistadas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Construcap, Egesa, Barbosa Mel/o, Mendes Júnior, WTorre e Galvão.

 

Eletricidade e gás

O especialista 

Engenheiro eletricista com no mínimo quinze anos de profissão, experiência na construção civil e pós-gradua­ção em gestão de projetos: no setor de eletricidade e gás, você vale ouro. Se tiver domínio dos chamados sistemas elétricos de potência, então, poderá escolher onde quer trabalhar. O conhecimento da cadeia operacional que engloba geração, transmissão e distribuição de energia elétrica é crucial, por exemplo, para prevenir a ocorrência de apagões. Com essa ferramenta, o engenheiro eletricista pode avaliar as possibilidades de abastecimento de energia em estados que estão passando por período de seca ou decidir para onde vai a sobra energética de regiões com intenso período de chuvas. Neste momento, a maioria desses profissionais já estuda os impactos das usinas de Santo Antõnio e Jirau na distribuição de energia do país. Em breve, esse conhecimento valerá ouro.

Empresas entrevistadas: Eletropaulo, Light, Grupo Neoenergia, Comgás, Copagaz, Elektro, Ampla e CPFL.

 

Financeiro

O economista digital

Empresas do setor financeiro procuram, sobretudo, economistas. Mas um, em particular, é hoje especialmente cobiçado por bancos, seguradoras e empresas de meios de pagamento: o economista especializado em tecnologia digital. Esse profissional é essencial para que as empresas do setor estejam sintonizadas com as novidades do ramo - no mês passado, pela primeira vez, as transações bancárias remotas (por internet ou celular) ultrapassaram as físicas (feitas diretamente em agências ou em caixas eletrônicos). Aos profissionais do futuro das financeiras caberá finalizar essa transição de forma eficaz e segura. Especializações em gestão de riscos e conflitos também são bem-vistas pelos empregadores: três das empresas entrevistadas disseram considerar que os cursos ajudam a capacitar o profissional para algumas das tarefas mais delicadas que o setor exige: negociar com habilidade e tomar decisões em situações extremas, como no caso de desajustes sérios de mercado.

Empresas entrevistadas: Itaú, Santander, HSBC, BB Mapfre, Citibank, Porto Seguro, Visa, Cie/o, MasterCard e SulAmérica.

 

Extração mineral e indústria

O químico politicamente correto

Um engenheiro químico ou de minas, com especialização em meio ambiente e fluência em inglês, espanhol e mandarim, é o tipo de profissional que faz brilhar os olhos dos recrutadores de talentos nas minera­doras e indústrias de transformação. As empresas desse setor têm nas grandes companhias internacionais alguns de seus maiores clientes, o que exige que se adaptem a elas. "As multinacionais dão muita importância, por exemplo, à questão do meio ambiente e da segurança no trabalho. Assim, necessitam que suas parceiras no Brasil sigam padrões igualmente rígidos nessas áreas. Precisamos de profissionais que consigam atingi-los", diz Ricardo Ribeiro, diretor de segurança, saúde e meio ambiente da Anglo American. Esses engenheiros serão os responsáveis por certificar que tudo o que as empresas fazem está de acordo com as leis ambientais e que suas práticas são sustentáveis. Por esse trabalho, recebem em torno de 20.000 reais mensais.

Empresas entrevistadas: Vale, Gerdau, Braskem, Alcoa, Anglo American, Magnesita, Albra e Votorantim.

 

Logística

O perito em leva e traz

O profissional que povoa os sonhos do setor de logística é o engenheiro, civil ou de produção, capaz de criar mapas de distribuição eficientes e econômicos para transporte de produtos. Chamado de roteirizador, esse profissional é fundamental para ajudar o setor a acompanhar o crescimento das vendas de alimentos e eletrodomésticos, por exemplo. Um excelente roteirízador, segundo as cinco empresas ouvidas por VEJA, tem de ter pós-graduação em planejamento de transportes.

As mais recomendadas foram a de logística distribuição, da FIA, e a de logística empresarial, da FGV. Esses cursos fornecerão os conhecimentos que a função exige: legislação de transportes, formação de preços e controle de armazenagem. Se a companhia também atuar fora do país, um curso em comércio exterior cairá muito bem. E o feliz contrata­do ganhará, pelo menos, 11.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Tegma, Treelog, ALL, DHL e TNT.

 

Varejo

O vendedor conectado

O futuro do varejo é o e-commerce, ou o comércio on-line. Por isso, administradores com especialização nessa modalidade de negócio são os profissionais mais requisitados pelas grandes vendedoras do país. "Por causa da demanda, dobramos o pessoal do nosso site de vendas três vezes só no ano passado", diz Narita Oliveira, diretora de recursos-humanos doGrupo Pão de Açúcar: O fato desse ramo-de atividade ter surgido apenas recentemente torna ainda mais estratégi­ca a figura do administrador. É ele o profissional que detém os conhe­cimentos necessários para realízar mudanças estruturais em empresas e desenhar novos modelos de negócios. Por ele, pagam-se entre 15.000 e 20.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Pão de Açúcar, Netshoes, Magazine Luiza, Grupo SBF, Makro, Drogasil, C&C e Lojas Cem.

 

Tecnologia da informação

O criador virtual

O profissional mais desejado pelas empresas do setor de tecnologia da informação é o formado em ciência da computação ou análise de sistemas. Nas operadoras de telefonia - que viram a sua base de clientes mais do que dobrar em cinco anos, com a emergência da classe C -, será disputado a tapa aquele que souber desenvolver e aprimorar, por exemplo, programas de compras de filmes pela televisão e sistemas de cobrança.

Em empresas como o Google e a Microsoft, os mais procurados são os capazes de criar aplicativos de sucesso para smartphones e programas de gerenciamento para grandes companhias. Para entrar nesse ramo, é preciso dominar, além das linguagens básicas de informática, como C++ e Java, outras, mais avançadas, como Python e Ajax (usadas para desenvolver­ programas como os de reservas de voo pelos sites das companhias). As empresas também cobiçam o profissional que tenha cursado um MBA na área de finanças - em tempo integral, porque isso permite que ele se dedique só ao desenvolvimento de ideias. Daniela Sicoli, gerente de recursos humanos da Microsoft Brasil, diz que a empresa incentiva o curso da Esade Escola de Negócios, em Barcelona (Espanha), que está entre as melhores da área no mundo e tem parceria com outras universidades.

Empresas entrevistadas: Oi, Tim, Claro, GVT, Nextel, Google e Microsoft.

 

As 8 característica do profissional mais cobiçado do mercado

 

1 - É engenheiro civil

Por quê: o Brasil quadruplicou seus investimentos em infraestrutura nos últimos 10 anos, mas o número de engenheiros formados permaneceu insuficiente.

2 - Tem pós-graduação ou MBA em finanças

Por quê: com a crise econômica de 2008 e a necessidade de ganhar novos mercados, as empresas passaram a buscar profissionais com um olho na sua área e outro no orçamento, nos preços e na concorrência.

3 - Estudou ou trabalhou no exterior

Por quê: quem viveu fora do país tende a se adaptar mais facilmente a novas situações e mudanças inesperadas.

4 - Já fez algum tipo de trabalho voluntário

Por quê: na visão de empregadores, a experiência acrescenta duas qualificações preciosas ao profissional - facilidade para trabalhar em equipe e curiosodade em conhecer novas realidades.

5 - Cursou um MBA em gestão de projetos

Por quê: é o tipo de conhecimento que habilita o profissional a ajudar sua empresa a se expandir. Permite, por exemplo, que ele coordene o investimento em novos produtos ou a abertura de uma unidade.

6 - Fala inglês, espanhol e tem noções de mandarim

Por quê: depois da China, o Brasil é hoje o país que mais recebe investimentos em projetos.

7 - Tem ao menos 10 anos de atuação no mercado

Por quê: os últimos solavancos da economia não deixaram espaço para iniciantes.

8 - Não se importa de morar em lugares longe dos grandes centros

Por quê: os negócios no Brasil se expandem cada vez mais para longe dos centros urbanos. As empresas querem gente capaz de prospectar novos mercados e liderar abertura de filiais.

 

Promoção ano sim, ano não

Leonardas Mitrulis, gerente executivo da construtora Camargo Corrêa, costumava receber, de algum headhunter profissional, ao menos uma proposta de emprego anual­mente. Nos últimos dois anos, porém, passou a receber três ofertas anuais. O crescimento nos investimentos em infraestrutura fez profissionais como ele valerem ouro.

Formado em engenharia civil pela Unicamp, com MBA em administração financeira, uma especialização em economia, inglês, espanhol e francês fluentes e um ano de intercâmbio em Bruxelas, Leonardas tem um currículo que faria chorar de felicidade dez entre dez gerentes de RH. Ele começou na empresa como trainee e, formado, passou três anos trabalhando na construção da usina hidrelétrica de Porto Primavera, na divisa de São Paulo com o Paraná e Mato Grosso do Sul. Nos fins de semana, viajava por uma hora e meia até Presidente Prudente para assistir às aulas do MBA. De volta a São Paulo, assumiu a área de negócios estruturados. Hoje, aos 39 anos, gerencia todo o planejamento comercial e estratégico dos projetos da empresa. Nos últimos cinco anos, já foi promovido três vezes.

 

Os headhunters não deixam ela em paz

O salário da engenheira civil carioca, Verônica Mattos, de 38 anos, teve três gordos aumentos nos últimos 5 anos. Desde que, em 2010, ela se tornou a número 2 da empresa criada pela multinacional Endesa, a Prátil, especializada em desenvolvimento e vendas de serviços e produtos como seguros e soluções em engenharia, começou a receber 5 propostas de emprego por ano. Antes, Verônica era chefe de departamento comercial de outra empresa da Endesa. Ela conta que o assédio dos headhunters, como são chamados os recrutadores profissionais, já a deixou constrangida. "Eles buscam o perfil pela internet e ligam diretamente para o meu escritório." Em contrapartida, diz, "não deixa de ser um alívio pensar que, enquanto muitos colegas ficaram desempregados por causa da crise, eu tive oportunidades de crescer". Verônica tem 2 MBAs - em engenharia econômica e organização industrial e management. Decidiu fazer os curso para dominar outras áreas estratégicas da empresa, onde trabalha desde 1997. "Comecei construindo lojas, atividade ligada à engenharia civil. Depois das especializações, passei pelos setores financeiro, comercial e de gestão de pessoas. Foram experiências fundamentais para que eu consegisse meu cargo atual.

 

Qualificação sob medida

 

O custo de esperar pela modernização do ensino ou de buscar um profissional pronto no mercado é muito alto. Por isso, proliferaram nos últimos cinco anos parcerias de grandes empresas com faculdades em cursos de pós-graduação e MBA, e houve a criação de universidades corporatívas. A empresa de logística ALL, por exemplo, opera com transporte ferroviário, setor desprezado pelas faculdades. A solução para capacitar seus funcionários foi criar, em 2009, uma pós-graduação em engenharia ferroviária em parceria com a Universidade Positivo.

 

O curso tem duração de um ano e ensina todo o funcionamento da cadeia ferroviária. A Vale, que também depende do transporte ferroviário, oferece especializações em ferrovias, porto e mineração, em um acordo com universidades federais. Não forma­mos só para nós mesmos. Precisamos que nossos parceiros também tenham profissionais capacitados, para que nos prestem bons serviços", diz Maria Gurgel, diretora de recursos humanos da Vale.

 

A Procter & Gamble fez uma parceria com a Fundação Instito de Administração (FIA) para ministrar aos seus funcionários um MBA em gestão de liderança, O objetivo é forrnar bons gestores de projetos para a criação de um novo produto ou a amplia­ção de uma fábrica, por exemplo. Outras empresas apostam em programas de estágio para formar seus futuros líderes. Hoje, seis em cada dez empresas têm programas de treinamento. Dez anos atrás, tínhamos metade disso", afirma Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

 

A Unilever tem 12.000 funcionários em todo o Brasil e diz que grande parte deles começou do zero na rnultlnacional. "Esses cursos são uma forma encontrada pelas grandes companhias para dar o conheci­mento prático aos estudantes, que, em geral, aprendem só teoria na faculdade", afirma Divonzir Gusso, pesquisador do Ipea. Por isso, muitas empresas enfatizam que é muito difícil conseguir o primeiro emprego se o profissional não fez estágio na área, mesmo que tenha bom currículo acadêmico. A oferta de cursos e um plano de carreira são fórmulas eficientes encontra­das pelas companhias para reter sua mão de obra capácitada e evitar que ela seja "roubada" pela concorrência.

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por INESUL às 22:02

Sexta-feira, 16.03.12

MEC APROVA PEDAGOGIA DO INESUL COM CONCEITO 4

Parabéns a todos os alunos, professores, coordenadores e funcionários que foram responsáveis por essa realização!

 

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por INESUL às 20:04

Quinta-feira, 27.10.11

PARA LEMBRAR

 

 

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por INESUL às 17:51

Sexta-feira, 21.10.11

Palestra na CNT discute mudanças no trabalho e gestão do conhecimento

 

 

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por INESUL às 18:54

Quarta-feira, 05.10.11

Palestra Gratuita

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por INESUL às 17:21

Segunda-feira, 05.09.11

XI Semana de Empregabilidade e Empreendedorismo do Campus Curitiba

A XI Semana de Empregabilidade e Empreendedorismo (SEEMPRE), promovida pela Divisão de Empreendedorismo e Inovação (DIEMI), do Câmpus Curitiba, será realizada nos dias 20 e 21 de setembro, na Sede Central. O período de inscrições para os minicursos é de 12 a 16 de setembro, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 19h, na DIEMI. A inscrição é realizada mediante a doação de 1 Kg de alimento não-perecível (exceto sal), que será doado para a Associação Curitibana dos Órfãos da AIDS (ACOA). O evento conta com palestras e minicursos. Mais informações: 3310-4847

 

 
 

 

 

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por INESUL às 16:43

Terça-feira, 30.08.11

Novidades e tendências do setor de transporte e logística você só encontra na Fenatran

Prezado(a) Sr.(a),


A FENATRAN é o principal evento gerador de negócios do setor da América Latina e um dos cinco maiores do mundo na área de produtos e serviços destinados aos transportadores de cargas em diversos modais e operadores logísticos.

Uma excelente estratégia para ampliar sua rede de contatos, tomar melhores decisões de compras, comprar novos produtos e serviços, conhecer de perto as tendências da Indústria, entre outros.

Mais de 365 marcas nacionais e internacionais estarão presentes na Fenatran. Em paralelo acontecerá a FENATRAN EXPERIENCE uma experiência única de fazer um test drive nos modelos de caminhões mais modernos do mercado.


PROGRAME SUA VISITA E SAIBA TUDO QUE IRÁ ACONTECER DURANTE O EVENTO!

 

Os expositores irão apresentar lançamentos durante o evento, e você pode acompanhar em primeira mão o que será exposto por eles. Confira agora mesmo:


HC HORNBURG

Segundo Giovani Marcos Pereira, Gerente Comercial da HC HORNBURG, "Temos para apresentar na Fenatran o Lançamento da VERSASTILE, a mais versátil das carrocerias. Desenvolvida especialmente para distribuição nos grandes centros, a mais leve e o melhor custo benefício do mercado."


NOMA DO BRASIL

Segundo entrevista com Kimio Mori, Diretor Comercial da NOMA DO BRASIL, "Vamos apresentar oficialmente a todo mercado, nosso mais recente Lançamento, o RODOTREM BASCULANTE, com PBTC (Peso Bruto Total Combinado) de 74 toneladas. É um equipamento versátil capacitado a transportar grãos, calcário, açúcar, entre outros produtos."


Clique, Assista e Compartilhe o Vídeo da Fenatran 2011!
 


Você já assistiu o Filme da Fenatran 2011? Então Assista, Curta na Fan Page do Facebook e Compratilhe com seus Amigos, Familiares, Profissionais do Setor e etc...


Assista também o vídeo no Programa Brasil Caminhoneiro na Band todos os Domingos às 10h30 da Manhã!

 
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por INESUL às 18:22

Quarta-feira, 17.08.11

XXV PRÊMIO JOVEM CIENTISTA

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e GE. Quatro categorias são premiadas: Graduado, Estudante do Ensino Superior , Estudante do Ensino Médio, e Mérito Institucional. O tema desta edição é 'Cidades Sustentáveis'.

ÚLTIMA CHAMADA.INSCREVA-SE ATÉ 31 DE AGOSTO DE 2011 PELO SITE: www.jovemcientista.cnpq.br


CNPq / Serviço de Prêmios

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por INESUL às 19:32


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